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Coiote preso se passou por policial e teve caso avaliado pelo juiz Moro

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Sede do Departamento de Polícia Federal, superintendência regional do Paraná (detalhe)

Foto24 Policia Federal PR Coiote preso se passou por policial e teve caso avaliado pelo juiz Moro

Sede do Departamento de Polícia Federal, superintendência regional do Paraná (detalhe)

Em 1991, Alexandre Soares da Silva foi preso na Flórida por roubo e ficou detido 10 meses numa penitenciária no estado

O traficante de pessoas Alexandre Soares da Silva, que levava clandestinamente imigrantes das Bahamas ao EUA, já foi preso e condenado por se passar por um agente da Polícia Federal (PF). Em 2014, a acusação contra o “coiote” foi aceita pelo juiz federal curitibano, Sérgio Moro, antes que o magistrado se tornasse famoso no Brasil por julgar casos de corrupção.

O jornal Folha de São Paulo publicou que Alexandre, no sábado (7), havia intermediado a viagem de 6 brasileiros de Nassau, nas Bahamas, até a cidade de Miami (FL). A travessia durou 13 horas, quando ocorreu uma troca de barcos no mar. Na ocasião, Silva havia cobrado de um repórter desfarçado de imigrante a quantia de US$ 12 mil. A negociação teria ocorrido no dia anterior, sexta-feira (6).

Em 2013, Silva foi preso na cidade de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba (PR). Ele foi detido no interior de um ônibus interestadual depois de apresentar um distintivo falso da Polícia Federal na tentativa de não pagar a passagem e a comida na para de um posto de gasolina na BR-116. Os agentes encontraram outros documentos falsos em posse do suspeito e, então, anunciaram voz de prisão. Na ocasião, ele foi levado à penitenciária da Polícia Federal na capital paranaense. Após avaliar o caso, Moro escreveu que o acusado “viajou de graça, buscou obter refeição gratuita e perturbou os passageiros do ônibus”.

O magistrado também registrou que, durante a investigação pelos agentes ainda no posto de gasolina, Alexandre teria dito: “Eu sou da casa!”

Em agosto de 2015, Silva foi condenado a comparecer a cada 2 meses à Comarca de Marataízes (ES), onde reside, e pagar a multa de R$ 4 mil (US$ 1.230), quantia que até o momento ele nunca pagou.

Já nos EUA, Alexandre teria sido preso na Flórida, em 1991, por roubo. Durante em conversa com a equipe de reportagem da Folha ele teria relatado que passou 10 meses em uma penitenciária no estado. O fato de ele não estar envolvido no desaparecimento dos 12 brasileiros que tentavam entrar clandestinamente nos EUA pelas Bahamas, ele não foi monitorado durante a Operação Piratas do Caribe, realizada pela PF.

. Rota preferida:

O local predileto dos coiotes é a pequena ilha de Bimini, o ponto das Bahamas mais próximo de Miami (FL). A rota, de 92 km de distância entre as ilhas e o continente, entrou no noticiário internacional depois do desaparecimento de 12 brasileiros no final de 2016, que tentavam entrar clandestinamente nos EUA. Até hoje, o paradeiro dos brasileiros é desconhecido e o Itamaraty especula a possibilidade de eles estarem presos em algum lugar ou naufrágio. A Guarda Fronteira dos EUA cancelou as operações de busca dos 12 desaparecidos, pois não teria recebido informações específicas sobre a área de procura.

As autoridades brasileiras especulam que o grupo possa estar detido ou desaparecido por outras razões. Os 12 brasileiros teriam pagado aos “coiotes” (traficantes de seres humanos) milhares de dólares para efetuarem a perigosa travessia. Apesar da relativa pequena distância entre as ilhas e o continente, o mar na região costuma ser agitado e repleto de tubarões. Anteriormente, a rota mais utilizada era entre a Grande Bahamas e Palm Beach (FL), entretanto, atualmente inclui Bimini, próximo a Miami, ou outras ilhas nas Bahamas.

. Prisão de suspeitos:

Na sexta-feira (13), as autoridades brasileiras prenderam 3 suspeitos de atuarem na região das Bahamas. A operação especial ocorreu nos estados de Minas Gerais, Rondônia e Santa Catarina e foi motivada pelo desaparecimento dos 12 brasileiros em novembro do ano passado nas Bahamas. Até o momento, eles não foram localizados e seus parentes no Brasil não foram mais contatados pelos desaparecidos.

 

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Source: brazilianvoice.com

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